Mudar para a Ásia com família: dependentes no visto, escolas e o custo real
Família · atualizado

Mudar para a Ásia com família: dependentes no visto, escolas e o custo real

Levar cônjuge e filhos muda tudo, do visto à escola. Quem pode entrar como dependente, quanto custa uma escola internacional e as melhores bases para famílias.

11 min de leituraGuia prático

Mudar sozinho para a Ásia é uma decisão. Mudar com a família é um projeto, e um dos mais bonitos que existem. Imagine as crianças crescendo bilíngues, tomando café da manhã com frutas tropicais, indo para uma escola internacional que custa uma fração do que custaria no Brasil, com fins de semana em templos, praias e montanhas. Não é fantasia: milhares de famílias brasileiras já vivem exatamente isso pela Tailândia, Malásia, Bali e Vietnã. Mas fazer o salto com filhos exige responder três perguntas que o viajante solteiro nem cogita: quem entra no visto, onde eles vão estudar, e quanto isso tudo custa de verdade.

Este guia é o mapa dessa travessia em família.

Quem pode ir como dependente

A boa notícia: quase todo visto de longa permanência da Ásia foi pensado para levar a família junto. A regra geral é que cônjuge e filhos entram como dependentes: mas os detalhes importam:

  • DTV (Tailândia): permite dependentes, tipicamente cônjuge e filhos (menores de certa idade). É um dos motivos de o DTV ter virado o queridinho das famílias.
  • DE Rantau (Malásia): o visto de nômade malaio aceita dependentes, o que se soma ao inglês onipresente e às escolas excelentes.
  • MM2H (Malásia): o visto de “segunda casa” é abertamente familiar, feito para se estabelecer com os seus.
O detalhe que mais pega: "dependente" costuma significar só cônjuge e filhos: não inclui pais, sogros ou companheiro(a) sem união formalizada. Se o seu núcleo foge do padrão, confirme cedo, porque isso pode definir o país. E os requisitos de idade dos filhos e de renda do titular mudam por programa, valide com um profissional antes de contar com eles.

Precisa entender qual visto encaixa no seu arranjo familiar? O diagnóstico já cruza isso no seu perfil.

A escola: o coração da decisão

Para uma família, a pergunta “onde as crianças vão estudar?” pesa mais que qualquer outra. E aqui a Ásia surpreende, para melhor e com opções para cada bolso:

Caminho Custo aprox. (ano) Para quem
Escola internacional (topo) US$ 12.000 a 25.000+ Currículo britânico/americano/IB, estrutura de primeiro mundo
Escola internacional (intermediária) US$ 4.000 a 10.000 Ótimo ensino em inglês por uma fração do preço ocidental
Escola alternativa / bilíngue US$ 3.000 a 8.000 Pedagogias ativas (comuns em Bali e Chiang Mai)
Homeschool / ensino online variável Flexível, para famílias em movimento

O ponto que muda o jogo: na Malásia e na Tailândia, uma escola internacional de alto nível, com aula toda em inglês e currículo global, custa muito menos que uma escola particular de elite no Brasil. Muitas famílias fazem as contas e percebem que a educação dos filhos melhora ao mesmo tempo em que barateia.

Dica de quem já foi: não feche a escola de longe. Vá, visite 2 a 3 opções ao vivo, converse com outras famílias brasileiras (há grupos em toda base) e sinta o encaixe. Muitas escolas têm entrada ao longo do ano, o que dá flexibilidade para a mudança.

As melhores bases para famílias

Nem toda cidade que é ótima para o nômade solteiro é ótima para a criançada. As bases familiares mais elogiadas:

  • Kuala Lumpur e Penang (Malásia): inglês em tudo, escolas internacionais excelentes e baratas, saúde de primeiro mundo, condomínios com piscina e segurança. Talvez o melhor custo-benefício familiar da Ásia. Veja o guia da Malásia.
  • Chiang Mai (Tailândia): comunidade enorme de famílias nômades, escolas internacionais e alternativas, custo baixo, natureza e segurança. Veja o guia de Chiang Mai.
  • Bali, Sanur e Ubud (Indonésia): Sanur é a Bali das famílias (praia calma, escolas), Ubud atrai as de pegada alternativa. Veja o guia de Bali.
  • Da Nang (Vietnã): praia limpa, organizada, custo baixo e uma cena internacional crescente. Veja o guia de Da Nang.

Saúde da família e o resto do prático

Alguns pontos que só quem tem filho pensa:

  • Saúde: as grandes cidades da Tailândia, Malásia e Singapura têm hospitais pediátricos de padrão internacional, com preços muito menores que os ocidentais. Seguro de saúde para a família é inegociável, entenda como funciona no guia de saúde.
  • Vacinas: deixe a caderneta em dia antes de ir, e consulte um médico de viagem sobre vacinas da região.
  • Adaptação das crianças: costuma ser mais rápida que a dos adultos; a escola internacional já entrega um círculo de amigos pronto, de dezenas de nacionalidades.
  • A rede da família: a saudade dos avós é real; combine chamadas de vídeo respeitando o fuso e planeje as visitas.

O custo real, somando tudo

Uma família soma o custo mensal de vida (moradia maior, mais comida) com dois pesos que o solteiro não tem: a escola (o maior deles) e um colchão de emergência maior: porque, com filhos, a margem de segurança precisa ser generosa. Vale reler o guia do custo real da mudança pensando em multiplicar o colchão pelo tamanho da família.

Ainda assim, a conta costuma fechar surpreendentemente bem: em muitas bases, uma família vive com conforto, com os filhos em escola internacional, por menos do que gastaria em uma capital brasileira com particular e segurança.

O resumo

Levar a família para a Ásia é totalmente factível, e transformador. Resolva na ordem: visto (quem entra como dependente), escola (visite ao vivo, o custo-benefício impressiona) e base (Malásia e Chiang Mai lideram para famílias). Some a escola e um colchão robusto ao orçamento, e você troca a rotina apertada do Brasil por uma infância que poucas crianças têm a sorte de viver.


Antes de tudo, defina o destino certo para a sua família no diagnóstico. E não deixe de ver como funciona a saúde na Ásia e, se tiverem um bicho de estimação, como levar o pet.

Próximo passo

Da dúvida ao plano em 2 minutos

Responda o diagnóstico e receba um plano com cidade, rota de visto, custo e impostos, no seu e-mail.

Começar agora →

Receba o checklist da mudança

O passo a passo para se mudar para a Ásia sem os erros de sempre, no seu e-mail, de graça.