Phnom Penh, Camboja
Guia de cidade · atualizado

Phnom Penh

A capital à beira-rio do país com a residência mais fácil da Ásia: economia em dólar, custo baixo, charme colonial francês e uma cena de estrangeiros que só cresce.

US$ 930 a 1.520/mês9 min de leituradólar · fácil · barata

Deixa eu te levar para o fim de tarde em Phnom Penh. Você senta num café na beira do rio, onde o Mekong encontra o Tonlé Sap, pede uma cerveja gelada, que custa uns três reais e você paga em dólar mesmo, e vê o sol descer atrás do Palácio Real dourado. Ao seu lado, baguetes fresquíssimas (herança francesa) e tuk-tuks passando devagar. Não há a pressa das grandes metrópoles asiáticas aqui: Phnom Penh é a capital de um país que oferece a residência mais fácil da Ásia: e que faz tudo em dólar, o que, para quem ganha em dólar, é uma mão na roda que ninguém conta.

Phnom Penh em 30 segundos

É a capital do Camboja, à beira dos rios, que cresceu rápido: prédios novos, cafés, coworkings e restaurantes do mundo todo, com um custo baixo e um ritmo leve. Os preços são em dólar americano (o riel serve quase só de troco), e o visto é o mais simples do continente. É a base ideal para quem quer o mínimo de burocracia e o máximo de liberdade.

Onde ficar, te levando pelos bairros

BKK1 (Boeung Keng Kang): o coração expat e nômade. Cafés de especialidade, coworkings, restaurantes internacionais e apartamentos modernos com piscina, muitos com serviço incluído. É onde a maioria dos estrangeiros se instala, seguro, conveniente e cheio de vida.

Riverside (beira-rio): a orla turística, com bares, restaurantes e a caminhada à beira d’água. Animada e central, um pouco mais barulhenta.

Tonle Bassac: moderno, com o shopping Aeon e prédios novos, para quem quer conveniência de cidade grande.

Daun Penh (centro): o coração histórico, perto do Palácio Real e do Mercado Central, com o casario colonial e a vida local pulsando.

Dica de quem mora: muitos apartamentos em BKK1 vêm com piscina, academia e serviço por um preço que envergonha qualquer capital. E, como tudo é em dólar, você não perde nada em câmbio, só lembre de levar notas de dólar em bom estado, porque as rasgadas costumam ser recusadas.

Os imperdíveis, o que fazer

  • Palácio Real e Pagode de Prata: o complexo dourado à beira-rio, coração da monarquia cambojana.
  • Passeio à beira-rio (Sisowath Quay): a caminhada clássica ao entardecer, com o encontro dos rios e a vida local.
  • Mercado Central e Mercado Russo: dois mercados icônicos, um art déco amarelo, o outro um labirinto de tudo.
  • Wat Phnom: o templo na colina que deu nome à cidade.
  • S-21 e os Campos da Morte: a memória sombria do regime do Khmer Vermelho; uma visita dura, porém importante, para entender o país.
  • Pôr do sol de barco no Mekong: um cruzeiro barato para ver a cidade da água.

A comida, khmer e um toque francês

A cozinha cambojana é uma descoberta: o amok (curry de peixe no vapor, no leite de coco), o lok lak (carne salteada com molho de limão e pimenta), sopas de macarrão no café da manhã. E a herança colonial francesa deixou baguetes e croissants de padaria de verdade, além de uma boa cena de cafés. Come-se muito bem por poucos dólares, e Phnom Penh tem uma variedade internacional surpreendente para o tamanho.

Um dia perfeito em Phnom Penh

Café e uma baguete numa padaria de BKK1, manhã de trabalho num coworking com ar-condicionado. Lok lak com arroz no almoço, por três ou quatro dólares. À tarde, um tuk-tuk chamado pelo app te leva a um café novo ou ao Palácio. Ao entardecer, a beira-rio, uma cerveja gelada e o pôr do sol sobre o Mekong. À noite, jantar tranquilo com a turma internacional. Leve, barato, sem burocracia, e com o fim de semana livre para Kampot, Kep ou a costa.

Quanto custa e o prático

Vive-se bem com US$ 930 a 1.520 por mês: um apartamento com piscina em BKK1 sai por US$ 350 a 550, comer local custa poucos dólares e o tuk-tuk é barato. A internet é decente na cidade. E a economia em dólar simplifica tudo, sem risco cambial para quem recebe em dólar.

Saúde e infraestrutura. Phnom Penh é uma cidade em desenvolvimento: pode haver cortes de energia e ruas irregulares, e a saúde local é básica. A boa notícia é a proximidade de Bangkok (com hospitais de ponta), a um voo curto. Tenha sempre um bom seguro.

Como se locomover

  • Tuk-tuk por app (PassApp / Grab): barato e prático, cobre a cidade toda.
  • Moto: para quem quer autonomia (com cuidado no trânsito).
  • A pé: a beira-rio e o centro são caminháveis; o resto, de tuk-tuk.

Vale a pena morar em Phnom Penh?

Para quem quer a menor burocracia possível para se estabelecer na Ásia, uma base barata em dólar e um ritmo de vida leve, Phnom Penh é única, nenhuma outra capital entrega uma residência tão fácil. Em troca, você abre mão de parte do conforto e da infraestrutura dos vizinhos. Para muitos nômades, é exatamente esse o trade que faz sentido.


Phnom Penh é a capital do guia do Camboja: onde você vê o visto E (renovável para sempre), a economia em dólar e os impostos.

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Do Brasil até Phnom Penh

US$ 1.900ida e volta
PNHAeroporto
~32-36hTempo de viagem
Qatar Airwaysvia Doha
Buscar passagem

Bangkok fica pertíssimo, muitos chegam ao Camboja por ali, inclusive por terra.

Preço medido no Skyscanner em agosto de 2026, econômica, ida e volta saindo de São Paulo. Tarifa muda por temporada: use como ponto de partida e confirme na busca. Comparar com os outros destinos.

Saindo de Phnom Penh

12 destinos
Por terra, mar ou van
Bangkokônibus · transfer · van
Ho Chi Minh (Saigon)ônibus · transfer · van
Siem Reapônibus · transfer · van
Hanóiônibus
Só de avião

Bali, Chiang Mai, Da Nang, Kuala Lumpur, Seul, Singapura, Taipei, Tóquio.

Rotas atendidas pelo 12Go, a plataforma mais usada para ônibus, trem e ferry no Sudeste Asiático.

Já dentro de Phnom Penh

Para circular, alugue uma scooter. Para o que fazer, veja os passeios e day trips.

Onde procurar casa em Phnom Penh

Portal serve para você chegar sabendo o preço, não para fechar contrato. Anúncio em inglês é anúncio de corretor falando com estrangeiro, e vem com a comissão dele dentro. Para chegar sabendo a faixa, comece por Realestate.com.kh.

Grupo de moradores no Facebook (procure pelo nome da cidade com "expats", "nomads" ou "housing"), placa na rua e conversa com a administração do prédio. É o estoque que nunca chega a portal, e é onde mora a diferença de preço.

Não feche aluguel de longe. Reserve as primeiras semanas, veja os bairros com o pé na rua, e só então assine.

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